A imagem é poderosa, isto é um fato. Na educação ela tem mais poder do que qualquer palavra, porque palavras são prenúncios de imagens.
Um ponto de partida para um tema tão abrangente seria o processo de criação de uma imagem ou de uma sucessão das mesmas. As imagens formam-se na nossa cabeça e imaginar seria isso, criá-las e processá-las dentro dela.
Quando dizemos a um educando: "Não pense num fusca verde", ele já pensou, a imagem já se formou na sua cabeça. O interessante é que antes que ele nos diga alguma coisa, eu também já havia pensado, e assim cada um com o seu fusca prosseguimos na aula.
Para gravar, fotografar ou reproduzir uma imagem é necessário pensar em como fazer e falar o que pensa sobre um tema ou sobre algo. O resultado, a imagem, o produto final nunca é mentiroso. Ele sempre será o que o educando aprendeu ou pelo menos o que ele entendeu. Assim o processo é o mais importante.
Cada caso é uma caso e cada aula é uma grande relação. Ali estão vários casos, ou seja várias imagens, vários pensamentos.
A imagem do educador é o reflexo da sua boa relação com o educando e com o seu universo de imagens. O observador tem o poder de modificar o objeto observado, o que é bem observado é bem descrito. Descrever olho a olho, em roda o que se aprendeu e o que se imagina fazer com as imagens formadas em nossa cabeça é um desafio para qualquer educador.
Educar é ministrar como fazer imagens e apresentar não só ferramentas que registram e manipulam o dia-a-dia, é viver a cada dia como um observador de imagens que potencializa e interage com emoções e pensamentos que precisam ser expressados e se expressar com imagens é comentar uma sociedade com liberdade de pensamentos.
Rodrigo Santos Sousa: Conselho diretor
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